de Paula

São duas coisas que eu nunca vou te contar porque a palavra dita vira fútil. Mas elas ficam girando na minha cabeça. Nós éramos duas estrelas sobre duas rodas. E eu te ensinei o jogo de girarmos até cair na grama num verão que se estendia pela eternidade até que ele não fazia isso mais. Até que eu fiquei tão triste da minha tristeza e da minha falta de tato para lidar com a sua que eu fechei a porta da frente e dizia que não estava. E eu queria te contar que você era meu melhor amigo. E que eu sentia sua falta como água. E que eu não sabia porque a vida estava sendo tão filha da puta com uma menina de doze anos, eu sinto muito. Queria te dar um abraço por ter batido na minha porta 23h da noite quando ninguém mais se incomodava. Eu fui embora cedo correndo. Eu não te disse que adorei tudo. Eu olhei pras estrelas e não disse nada. 

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