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Mostrando postagens de outubro, 2026
Faz um tempo já que eu não escrevo. Eu gosto de pensar que as palavras escolhem seu caminho por meus dedos. E todas aquelas coisas. E todas as conversas. E todas as pessoas. Acham seu lugar sob minhas mão. São palavras minhas.

Poemas desses todos tolos (como todos os poemas de amor)

Eu não tenho paciência nem jeito nem dinheiro para brincar Desses jogos todos de amor Eu não tenho ânimo de ouvir você me chamar de querida Como se temesse Dizer o nome de outra Eu não vou negar que nossos caminhos são duas retas com um único ponto de encontro Eu não nego que detesto o jeito que você me ignora e me foge dos dedos só para chamar ausência como atenção É fato que eu me canso muito rápido É fato que eu não darei mais de um primeiro passo Eu sei que nossa história tem um fim antes do começo E a você cabe, mesmo, o direito, de se privar desses todos fragmentos Da adrenalina jovem E dos beijos roubados A você cabe negar os fragmentos que marcam o peito após a colisão Mas eu me canso de ser assim deixada sempre do lado oposto ao seu Porque eu não tenho paciência nem jeito nem dinheiro Para esses jogos todos. Essa dança tola. Essa...